Mulheres Que Não Ficam Sem Pilha

O livro Mulheres que não ficam sem pilha lançado pela editora Mauad no início deste ano, analisa um mercado em pleno crescimento (porém ainda pouco debatido, conversado, se é que vocês me entendem…).

A pesquisadora Luciana Walther adaptou a sua tese de doutorado em Administração pelo Instituto COPPEAD, escola de negócios da UFRJ, e conta os resultados de seus estudos sobre a clientela de sex shops do país.

Você sabia que 70% dos frequentadores de sex shops no Brasil são mulheres?

Segundo a autora isso é uma onda mundial e se deve à própria história do sex shop. A primeira loja do segmento foi criada pela alemã Beate Uhse, piloto de avião que foi impedida de voar durante a Segunda Guerra Mundial. Assim, ela acabou se tornando consultora de vendas direta e ainda dava dicas sobre o uso da tabelinha e relacionamentos. Sua primeira loja de sex shop foi aberta em 1962.

Então, o sex shop foi criado por uma mulher para mulheres, que iam à loja adquirir produtos para aprimorar seus relacionamentos.

Porém, por algumas décadas as mulheres se afastaram das lojas porque empresários passaram a criar sex shops com cabines de masturbação masculina e claro, as mulheres ficaram receosas de frequentar os sex shops.

Mas os anos 2000 chegaram e trouxeram de volta as lojas voltadas para mulheres, que trazem não apenas artigos para o prazer feminino, mas que possibilitam a oportunidade de autoconhecimento e liberdade sexual, que ainda é um tabu por aqui. Afinal, no Brasil a masculinidade do homem é medida por suas conquistas sexuais, já o valor da mulher é medido de forma completamente oposta. O que não é justo, convenhamos não é?

Confesso que fiquei bastante feliz quando vi este lançamento, principalmente por ser um estudo brasileiro. Nós moramos em um dos piores lugares do mundo para ser mulher e ver obras e pesquisas como essa são uma luz no fim túnel.

Sinopse:

O livro questiona os tabus e preconceitos associados ao comportamento sexual das mulheres brasileiras. A autora quer difundir a ideia de que o exercício da sexualidade feminina, com ou sem produtos eróticos, não deve ser motivo de vergonha, sofrimento ou culpa. Muito pelo contrário! Luciana mostra que buscar o próprio prazer pode ser um dos principais fatores de autoconhecimento, liberdade e felicidade, não só das mulheres por ela pesquisadas, mas também dos seus parceiros amorosos (fragmento do texto da quarta-capa por Mirian Goldenberg).

 

Informações:

Título: Mulheres Que Não Ficam Sem Pilha
Subtítulo: Como o consumo erótico feminino está transformando vidas, relacionamentos e a sociedade
Autora:  Luciana Walther
Editora: Mauad
Ano: 2017

Onde comprar:

Saraiva | Livraria da Folha | Travessa | Submarino | Americanas | Cia dos Livros | Martins Fontes | Google Play | Apple Store

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