Wake – Despertar: saiba os motivos de ter odiado

Primeiro, deixem-me explicar o porquê dessa leitura: há 7 anos, eu adquiri esses livros (a trilogia) quando lançados e estava todo mundo falando deles. Porém eles estavam jogados na estante todo esse tempo e nunca realmente me animei em lê-los. Como me mudei recentemente, estou arrumando a estante na casa nova e separando os livros para trocas e doações. A maior parte destes livros são livros lidos que não tenho interesse em reler. Entretanto, eu pensei em incluir essa trilogia na pilha por que já tinha perdido o interesse na leitura. Contudo, tratam-se de livros curtos (cerca de 200 páginas), e pensei em aproveitar as férias para lê-los rapidinho e ver se valia a pena doá-los ou não.

Porque eu achei tão ruim

E, bem… Desculpem-me os fãs desse livro, mas que livro RUIM! Eu já não esperava muita coisa dele, mas também não esperava que se tornasse um dos piores que já li na vida (e, cá entre nós, já li umas belas porcarias). Para começar, o livro é mal escrito. Na minha opinião, consegue ser pior que “Cinquenta tons de cinza” nesse quesito. A autora quis fazer um livro enxuto, poupar em figuras de linguagem e descrições e pecou muito nisso. Ela não desenvolve muito bem as frases e em consequência os parágrafos também, e isso foi algo que me irritou bastante durante a leitura. Além disso, é um livro pobre em vocabulário, como era de se esperar.

História fraca

Sobre a trama, esta é mal desenvolvida. As explicações da autora para certos acontecimentos e atitudes de um personagem são difíceis de engolir. E, ainda por cima, tem personagens que você se questiona o que tá fazendo ali por que não agrega em nada a trama. Alguns deles se fossem melhor desenvolvidas apresentariam diversas subtramas interessantes, como é o caso da mãe da Janie que é alcoolátra, por exemplo. Ok, eu sei que este foi só o primeiro, talvez no próximo eles sejam melhor inseridos a trama. Porém, eu não vou pagar pra ver.

Protagonista chata

Sabe, aquelas histórias clichês em que a protagonista se apaixona pelo excluído da escola (ela também é meio que excluída nesse caso) e eles ficam meio que amigos. Ou sei lá como definir a relação deles. E um dia, em uma volta às aulas, ele volta todo bonitão e chama a atenção das líderes de torcida, e é convidado para festas e todo mundo começa a falar que ele está “pegando” a bonitona da escola. Só que ele fica mesmo é correndo atrás de nossa protagonista excluidona, Janie, e quer tentar explicar a ela o que está realmente acontecendo. E o que ela faz? Faz drama, muito DRAMA, ao invés de sentar e conversar com o rapaz. Eles brigam por coisas bobas e ela fica de mimimi o livro todo. É um saco!

Fixação com nu

E, se alguém souber me explicar o que a autora tem com gente pelada, por que vários dos sonhos que a personagem entrava tinha alguém pelado, de cueca, ou era sonho erótico. Sim, todos nós temos sonhos eróticos vez ou outra, mas me pareceu é que a autora tava querendo forçar mesmo, tentando ser engraçada ou irreverente, não sei. Mas não funcionou, não.

Minhas impressões

Tenho a sensação que este livro foi escrito só para aproveitar a onda de livros sobrenaturais que estava em alta na época e lucrar com isso. Não senti em nenhum momento que a autora teve cuidado e preocupação com suas personagens e toda a trama em geral. Um livro extramente comercial que, com a publicidade certa, não há dúvida que conseguiria vender.

Resumindo, eu vou doar a trilogia sem peso na consciência. E, vou passar longe de qualquer livro de Lisa McMann.

Autor(a): Lisa McMann
Editora: Novo Século
Ano: 2010
Edição: 1ª
Páginas: 205
Acabamento: Brochura

COMIDINHA: O LIVRO TEM SABOR DE…  JILÓ.
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Comments
  • Bia Oliver
    Bia Oliver
    Responder

    Poxa Dani, que chato… Sei exatamente como é isso…

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